Sabemos que TRF4, Supremo, Moro e cia limitada (entendam que “cia” pode ser com maiúscula ou com minúscula) estão todos em suspeição. Não é crível que não consigam ver o que está claro e distinto. Todos são mecanismos importantes dentro desse grande golpe. Mas Lula fez a escolha da forma de luta e, mesmo que não concordemos, devemos apoiá-lo. Tal forma de luta passa pela (in)justiça brasileira e tem como condição necessária o mínimo de decência ou vergonha por parte daqueles que julgam. É arriscar demais, pois a trama não passa somente pelo caso do chamado “triplex”. Há outros casos. Neles, não teremos necessariamente um Glenn Greenwald para provar a inocência do símbolo do PT. Sabemos, pelo que vimos nos casos do triplex e do sítio, que não são precisam de provas para condená-lo, basta a (má) vontade de um juiz, coisa completamente ilegal e que macula qualquer Estado. Entretanto, o caminho escolhido foi esse, um caminho que leva Lula ao sacrifício, na esperança que os fatos superem o golpismo e o medo no caminho da (in)justiça brasileira. Devemos continuar lutando pela libertação de Lula, mas não nos enganemos, isso depende muito das revelações feitas por Greenwald . Caso essas revelações sejam tão fortes que até alguém com um único neurônio possa entender, um bolsominion, por exemplo, Lula terá uma grande chance de ser libertado, e aí surge a pergunta: e depois? Sugiro não confiar tanto no Estado em geral e traçar uma nova rota de ação, pois se Lula morrer não duvido que acontecerá o que aconteceu na sua prisão no Jardim Botânico, bairro nobre da cidade do Rio de Janeiro e sede da Globo. Estava na rua quando foi anunciada e me espantei, porque nunca escutei tantos fogos na minha vida. Os abutres estão loucos para comemorar a morte de nosso companheiro, portanto, cuidado.

Ex-professor de diversas universidades públicas e particulares. Lecionou na Universidade Federal Fluminense e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Ex-professor de diversas universidades públicas e particulares. Lecionou na Universidade Federal Fluminense e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.