A contradição não percebida pela imprensa na entrevista do ministro André Mendonça e o relatório sobre movimentos antifascistas

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Esse é um texto curto sobre um momento da entrevista dada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública à Globonews (1), no dia 02 de agosto de 2020. Esse momento revela uma contradição na fala do ministro que não foi notada pelos entrevistadores.

Logo no início da entrevista (3 minutos e 22 segundos), André Mendonça diz que a lei prevê que “relatórios, dados, informações de inteligência não podem ser divulgados de forma indistinta”, chegando a afirmar que isso constituiria um crime. Logo em seguida, diz que não pode confirmar ou negar “a existência não só de um como de qualquer relatório de inteligência”. Então, decorre de suas afirmações que ele não pode falar sobre qualquer informação relativa à inteligência. Porém, aos 6 minutos e 6 segundos, começa a discorrer sobre a chamada Operação Timer, inclusive detalhando certos passos da operação em que a SEOPI (Secretaria de Operações Integradas) esteve envolvida (2). Evidentemente, há uma contradição aí, uma vez que o ministro falou sobre dados e informações, isto é, de uma atividade de inteligência. Contradição exposta, resta saber o que fez o ministro falar sobre uma atividade de inteligência num caso e não falar sobre o outro, uma vez que não houve coerência em sua entrevista.

Alexandre L Silva

Ex-professor de diversas universidades públicas e particulares. Lecionou na Universidade Federal Fluminense e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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